
Acordar num hotel localizado em pleno Rio de Janeiro, ofuscado pelos raios de um estonteante pôr-do-sol, com direito a um abundante pequeno-almoço, e a uma companhia deliciosa! Vestir aquele bikini que mais ninguém tem, e submergir numa água translúcida e pura, enquanto uma água de côco me espera na toalha...
Podia ficar a imaginar como seria a realidade social de alguém com direito a tudo isto, mas vou-me focar no meu mundo, na minha realidade social. Bem mais recatada, é a que me é sujeita neste momento, e a qual não considero de todo pavorosa.
Se por vezes se torna um pouco monótona, outras vezes define-se exactamente pelo contrário; se por vezes se torna cansativo frequentar sempre os mesmos locais ou cumprimentar sempre as mesmas pessoas, outras vezes torna-se cansativo fugir a esses locais e a essas pessoas ao recorrer aos subterfúgios de uma noite perdida em qualquer sítio que não faça parte da nossa rotina. Cansativo, mas agradável.
Arriscaria dizer que são essas noites perdidas em locais diferentes que arrefecem o calor da nossa rotina, e que para mim, embora às vezes me pareçam em vão na própria noite, são indispensáveis. Não abro mão de uma boa conversa, de um bom local e dos meus bons amigos que dão sentido à minha realidade social.
Esta realidade social de que tanto falo e que considero tão minha tem-se vindo a modificar de ano para ano: há três anos ela resumia-se a estudar e a sair para beber café com amigos; hoje ela abrange uma diverdidade de actividades sempre na presença dos melhores amigos!
Embora o acordar num hotel localizado em pleno Rio de Janeiro, ofuscada pelos raios de um estonteante pôr-do-sol, com direito a um abundante pequeno-almoço, e a uma companhia deliciosa não passe de um sonho a concretizar no futuro, posso dizer que a realidade social que me é sujeita neste momento não é de todo pavorosa e tento diariamente torná-la menos monótona e cada vez mais ambiciosa.