quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Aversão à Mudança





Chega a ser frustrante a reticência que acompanha a maioria das pessoas face às decisões que enfrentam no seu quotidiano. Um protótipo de pessoas que opta por dissimular-se nas suas próprias incógnitas e aguardar pelos acontecimentos futuros no lugar de agir de acordo com aquilo que realmente gostariam de ver concretizado. Por comodidade, ou talvez medo das consequências, esta é uma prática instituída na sociedade actual.

Tomamos a vida como facto adquirido, não pensamos que o amanhã é a maior das incertezas que enfrentamos. Vivemos camuflados, através de sentimentos e desejos ocultos, rodeados pela constante incerteza se devemos ou não avançar, se devemos ou não viver!

Embora possa parecer um pouco inconsequente, eu defendo o viver impreterivelmente o hoje, planeando o futuro no curto prazo, sem medo de correr riscos!
Defendo-o porque o futuro pode ser melhor como uma consequência...
Defendo-o porque fará com que me torne uma pessoa melhor...
Defendo-o porque o meu coração me manda...
Defendo-o porque sei que tenho de o fazer...
Defendo-o porque o meu deus interior me diz para fazê-lo...
Defendo-o porque sou grata... e porque questiono as divergências que tenho enfrentado...
Defendo-o porque ficarei orgulhosa de mim própria...
Defendo-o porque ninguém vai fazê-lo por mim...
Defendo-o, sobretudo, porque há mais para viver!

Não faço questão de viver acorrentada a padrões instituídos por uma sociedade que vive para trabalhar, criticar e deixar a vida passar em vão, apenas colhendo o lhes é sujeito e agindo segundo rotinas concebidas por outros.

Há lugares por descobrir...
Há pessoas para conhecer, pessoas com mais essência do que aparência...
Há sentimentos por revelar...
Há experiências por alcançar...
Há danças por aprender...
Há vida para viver!

Mesmo sem nenhum caminho definido pela frente, defendo que há caminhos por onde correr contente! Afirmo convictamente que é por esse caminho que eu vou...
Onde as pessoas vivem sem segundas intenções.
Onde magoar não é prioridade.
Onde reciprocidade é palavra de ordem.
Onde o optar por escolher entre x ou y dá lugar ao sentimento e não há razão.
Onde conhecerei pessoas felizes e capazes de contagiar os que estão ao seu redor.
Onde me descubra.
Onde as noites acordada serão para contemplar o que me rodeia.
Onde o importante é acordar ofuscado pelos raios de um estonteante nascer do sol, com direito a uma companhia deliciosa.
Onde possa submergir numa água translúcida e pura depois de um dia de trabalho.
Onde permanecerei firme, sem sentido do tempo.
Um lugar onde possa descobrir os mistérios da vida…

Um dia estarei pronta para me "perder" nesse lugar, porque felizmente, eu sei que lugar é esse!







quarta-feira, 29 de junho de 2011

One life? One Chance



Uma simples frase que expressa uma verdade incontornável. Ainda assim o que parece tão claro deixa de o ser quando dois sentimentos submergem e impedem a vontade de agir. O arrependimento e o medo limitam o sentido desta frase, e por vezes, não permitem ao Homem agir de acordo com a sua vontade, levando-o a mascarar os seus sentimentos e a se arrepender de uma vontade pela qual não lutou.
Consequências? Positivas ou negativas, ambas serão recompensadas. Ou porque nos permitem alcançar o objectivo pretendido ou pelo simples facto de nos fortalecer ao nos consciencializar de que tudo fizémos em busca desse propósito.
No entanto o protótipo gerado em torno da sociedade actual parece totalmente leigo relativamente a esta matéria, ocultando-se em sentimentos obscuros e antecipando consequências que prevêm negativas.
Entregar os pontos não é solução, e desistir não é vocábulo que faça parte do meu quotidiano, a não ser que esse objectivo já tenha sido alcançado e passe para segundo plano, ou pareça desnecessário.
Caso contrário... eu luto, eu invisto, eu enfrento os meus problemas e busco os meus objectivos!
Uma Vida = Uma Oportunidade. Porque a vida é concisa demais e não nos oferece a mesma oportunidade duas vezes!

Never Hide










Gosto, não gosto?
GOSTO
Quero, não quero?
QUERO
Vou, não vou?
VOU
Fui, não fui?
FUI
Fiz, não fiz?
FIZ
Farei, não farei?
FAREI

quarta-feira, 30 de março de 2011

CLICK


Imaginário, irreal, ficção ou.. simplesmente essência e necessidade!
Um helpdesk seria essencial para a sobrevivência de qualquer ser humano... Algo que sustentasse o apoio aos seus usuários na resolução dos problemas mais quotidianos e banais de um simples dia-a-dia.
Infelizmente, ou talvez não, a inexistência deste botão na rotina de todos nós obriga-nos a recorrer a outros procedimentos, mais o menos eficazes, na tentativa de dissolver as questões que nos abarcam de forma mais ou menos problemáticas, mais ou menos complexas.
A solução passa então, obrigatoriamente, por um click no amigo mais próximo, e por próximo que não se entenda o mais antigo ou vulgar, mas sim dos mais precisos e necessários.
É essa necessidade que desde algum tempo me tem vindo a surpreender. A necessidade de recorrer aos clicks dos amigos mais recentes que nem por isso deixam de ter uma importância tão relevante no meu quotidiano.
Pode parecer inacreditável e surpreendente que alguém que conhecemos há um tempo tão irrisório ganhe um papel de tão alto destaque, mas ainda assim é verídico.
Talvez seja um clik diferente, e mais ou menos elaborado que outros, mas sobretudo um click que determina uma relação diferente e imprescindível. Um click que pode ser por um tempo indeterminado mas que espero que seja por tempo indefinido!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

First Step: Laugh


Das coisas mais simples de se fazer e mais apreciadas pelos que nos rodeiam.
Quantas vezes um simples sorriso não é a forma mais clara de quebrar o gelo entre duas pessoas? E quantas vezes um simples sorriso de outrém nos dá a confiança e vontade necessárias para fazer jus às nosas vontades?
Definitivamente sou apologista de um sorriso. Sorrir mesmo quando as controvérsias da vida parecem paralelas aos nossos problemas.
Por vezes não é fácil esboçar um simples sorriso, principalmente quando aparentemente não temos qualquer motivo para o fazer, mas a verdade é que existe sempre algo positivo que mereça um sorriso da nossa parte.
Neste aspecto pode-se elevar os portugueses ao pódio. Somos nós os peritos em encontrar sempre algo positivo num mar replecto de acontecimentos controversos. Quem é que nunca ouviu dizer 'partiste uma perna? podia ter sido pior'. Embora isto nos pareça ridículo quando ouvido de relance é uma verdade pura e dura que deve ser sempre levada em conta.
Encontrar um aspecto positivo num globo de acontecimentos negativos é, na minha opinião, uma tábua de salvação para fazermos frente às barreiras da vida. Depois disso suscitará certamente um sorriso e será ele a nossa principal arma para fazer frente a esses problemas, mais ou menos ambíguos que se infiltram no nosso quotidiano.

'O mundo é um espelho, pois se sorrires para ele, ele sorrirá para ti' - Gustave Le Bon

domingo, 23 de janeiro de 2011

Amigos?


Numa sociedade cada vez mais corrompida pela ganância e pela inveja torna-se gratificante perceber que ainda existem pessoas que se mantêm fora da esfera do protótipo gerado em torno desta.
Falo de pessoas para as quais a amizade atravessa a fronteira de esboçar um sorriso ou de um 'bom dia' e atinge as mais versáteis e importantes situações. Pessoas que não consideram amigos aqueles com quem tomam um simples café mas aqueles que por mais longe que estejam conseguem estar à distância de uma simples chamada telefónica ou de uma sms.
Por vezes dou por mim sentada numa esplanada a observar as relações que se estabelecem hoje em dia entre os grupos das 'novas gerações'. São nesses precisos momentos que me orgulho das relações que venho a estabelecer desde os tempos em que era eu que me dirigia até essas mesmas esplanadas para 'jogar conversa fora' com os meus amigos. Isto porque à medida que vamos crescendo vamo-nos deparando com obstáculos e barreiras que além de nos fortalecerem e prepararem para problemas muito mais entrelaçados nos demonstram quem são verdadeiramene os nossos amigos, capazes de nos apoiar e fazer-nos ver sempre algo de positivo num ambiente que nos pareça de todo negativo.
Se há alguns anos atrás o rótulo de amigo abrangia um vasto leque de pessoas para mim, esse número tem vindo a diminuir consideravelmente. E digo isto não pelo que me tenham feito mas sim por aquilo que não fizeram. Há medida que essas barreiras vão atingindo o meu quotidiano algumas das relações que mantenho com os verdadeiros amigos vao-se intensificando tal como a certeza de que são eles o porto seguro a quem eu sei que posso recorrer sempre que precise.
A ideia de que um verdadeiro amigo é aquele com quem convivemos há anos e com quem tomamos café diariamente é um protótipo que me parece de todo mal estipulado. Em primeiro lugar porque ele terá de ser muito mais do que uma presença com quem convivemos e estabelecemos uma relaçao minimamente aceitável. E em segundo lugar porque a amizade não é construída com base em dias contados mas sim em factos contados.
Este último ponto posso afirmar com toda a certeza tendo em conta que ultimamente foi algo que se passou comigo. A certeza de uma amizade que começou sem interesses, sem sinismos, sem atritos... mas simplesmente com um sorriso, desabafos e confiança.
E realmente posso ligar a palavra confiança à pessoa de quem falo sem qualquer tipo de dúvida. E foi esta relação que me fez pensar no que realmente é um amigo...
alguém com quem estamos a maior parte dos dias?
alguém com quem falamos permanentemente?
alguém que nos apoia incondicionalmente?
Sim. Mas sobretudo aquele alguém que podemos não estar, nem ver ou até nem falar durante muito tempo, mas que sabemos que mesmo assim a relação não será afectada e que quando estivermos novamente com esse alguém a única coisa diferente será a alegria, por vermos quem não víamos há muito tempo, e aquilo que temos para lhe contar, que decerto levará mais algum tempo!
A única incerteza que me atinge relativamente a esta amizade é se vou realmente conseguir mantê-la quando terminar este ciclo a que chamamos de licenciatura. E sinceramente espero que por mais que este fim de ciclo nos afecte, não atenue de forma alguma a confiança e a amizade que temos vindo a estabelecer, baseada não em dias contados mas em feitos realizados como havia dito anteriormente!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Adepto do Comodismo!


Penso que é motivo de orgulho, para qualquer pessoa, poder dizer que nunca foi atingido por um vírus que pelo menos, em Portugal, se manifesta em grande parte da população. Se é ou não contagioso, é algo que não se pode confirmar. No entanto, para os mais vulneráveis, talvez o risco seja elevado. Até hoje não foi diagnosticado quaquer sintoma em mim e espero que me consiga manter sempre 'saudável' neste aspecto. Refiro-me ao comodismo.
Embora tenho utilizado uma metáfora para iniciar o meu post, considero o substantivo vírus a melhor definição para o comodismo hoje em dia. Actualmente o comodismo atinge a população actuando como princípio de contágio moral. Observo este contágio essencialmente nos jovens, como eu. Precisamente a faixa etária que deveria mostrar mais interesse pela conquista e menos pela comodidade. A busca incessante pelo que desejam é substituída pelas facilidades que vão encontrando a cada dia que passa. A luta pelo que pretendem alcançar, dá lugar a um acomodar ao que já possuem. Ou seja, o comodismo torna-se a palavra de ordem dos nossos dias.
É facto que a população está desacreditada quanto a um futuro positivo para o País, até mesmo para o Mundo. Desde que me lembro de assistir a um telejornal ou de ler um jornal assisto a relatos negativos quanto ao futuro da nossa nação. Talvez, este seja um dos motivos que fundamenta o comodismo que abala a população portuguesa. Mas será este um motivo válido para nos continuarmos a prender às realidades existentes, deixando de procurar aquilo que pretendemos alcançar? Parece-me evidente que a resposta a esta questão é negativa.
Viveremos nós, em pleno século XXI, pior do que os nossos antepassados, contemporâneos de Pedro Álvares de Cabral ou de Vasco da Gama? Teremos, hoje em dia, menos tecnologia ao nosso dispôr? Teremos condições de vida inferiores? Não. Somos muito mais beneficiados nestas matérias. No entanto, o pessimismo e a comodidade prendem-nos e impedem-nos de realizar feitos tão grandiosos como os realizados nessa época. A força de vontade foi característica inconturnável da sociedade portuguesa, que, embora sujeita às dificuldades da altura, não baixou os braços e correu na descoberta de novos 'mundos', fazendo jus à glória de Portugal na época dos Descobrimentos.
A situação hoje mostra-se antagónica. É comum abordar um jovem que afirme estar na escola porque é obrigado, ou simplesmente porque não tem mais nada para fazer. A formação e a cultura são necessariamente postas de lado.
No entanto, esta sujeição às realidades sociais, não abarca apenas as camadas mais jovens. Em qualquer cidade, qualquer vila, ou aldeia se ouve dizer, por parte de adultos ou idosos, que não vale a pena fazer nada. Este 'não fazer nada' é a solução encontrada perante qualquer crise, seja ela grave ou um pouco mais ténue. Qualquer abalo na economia serve para utilizar a frase de que nada servirá para a revitalizar.
Será esta a solução para os males do nosso país? Agarrarmo-nos aos factos e esperar pelo futuro, ou lutar pelo futuro aguardando por novos factos?